Sobre o CTG
 
Um pouco da História dos 50 Anos

Em 18 de Dezembro de 1957 atendendo convite expedido pelos dirigentes do programa Roda de Chimarrão reuniram-se os tradicionalistas residentes em Concórdia a fim de fundar o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do município. Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Orestes Perotto e a diretoria escolhida para organizar a criação do CTG conforme seus moldes e costumes tradicionais teve como patrão de honra o então prefeito da cidade Fioravente Massolini, o Dr. Zoe Silveira D’avila e o Sr. Domingos Jacinto Cecco. O Dr. José Ferreira Maruri, que dá nome a principal rua de Concórdia, foi escolhido como o primeiro patrão.

Naquele dia 18 de dezembro de 1957, além de indiciados outros integrantes da patronagem também foi escolhido o nome do CTG, sendo indicado e aceito por todos os nomes, Fronteira da Querência, por Concórdia estar localizada na fronteira com o estado do Rio Grande do Sul, berço do tradicionalismo gaúcho no Brasil. Os participantes da primeira reunião registram em ata seu contentamento pela concretização de uma antiga aspiração dos gaúchos radicados nesta cidade. Finalizando o encontro, o Dr. Maruri, primeiro patrão do CTG propôs aos presentes uma homenagem especial aos componentes do programa Roda de Chimarrão, fazendo constar o nome de todos na primeira ata lavrada há 50 anos.

Segundo Rosaura Maruri Munaretto, filha de José Ferreira Maruri, o primeiro patrão do CTG foi criado numa fazenda de gado e se formou em medicina na UFRS, em Porto Alegre. Maruri veio para Concórdia em 1953, a pedido de Zoe Silveira D’avila. Na época, Concórdia necessitava de médicos com conhecimento e a experiência de Maruri. Experiência essa que influenciou para que Maruri se tornasse o primeiro patrão do CTG. Inicialmente segundo sua filha, os encontros aconteciam no lugar onde é hoje a ABC Piscina Clube. Ali foram dados os primeiros passos para que mais tarde, surgisse o CTG Fronteira da Querência.

O segundo patrão escolhido para comandar o CTG Fronteira da Querência foi Olavo Rigon, em 11 de janeiro de 1959. Fizeram parte ainda da segunda patronagem Vitor Fontana como segundo patrão, Orestes Perotto como Capataz, Ângelo Ari Biezus como Sota Capataz , Ângelo Paulino Giusti como agregado das chelpas, Dionísio Alberto Boff, Anselmo Pagnoceli, Pedro Verrardi, Carlos Franke e Alcides Magalhães no conselho de Vaqueanos.

Paul Rivet, importante antropólogo francês do século passado e estudioso dos povos da América Latina, lembra de uma publicação de 1833 sobre o Gaúcho, no jornal “Le National”, de Paris. Dentre os versos publicados naquela ocasião, muito se falou do comportamento do Gaúcho:
“ Sua fala enérgica, rápida e irregular, falam com fogosidade e grande facilidade, são imaginativos de espírito vivaz e apaixonados. Entre eles, quem sabe montar, laçar, atirar, usar boleadeira e manejar uma faca, está completo....Sua calma habitual cede lugar a um ardor indomável quando o fogo de suas paixões se acende, o que não é raro.”

Ainda sobre a publicação de 1833 do jornal “Le National” de Paris, Paul Rivet enaltece os versos sobre as origens, o folclore e a cultura do gaúcho:
“O sentido da independência e amor a pátria, por exemplo, se manifestam mais de uma vez entre estas gentes grosseiras de alma heróica . Quando estoura uma guerra este povo pastoril e pacífico se volve, de golpe, em um exército de terríveis guerreiros. Seu gosto pelo baile e música mostra igualmente, que sua sensibilidade é merecedora de grande exaltação. O gaúcho é bravo por temperamento, mas sua bravura é animal... são capazes... dos mais formosos atos de devoção e sacrifício pessoal pela causa que abraçaram.

Olavo Rigon veio para Concórdia com sua esposa, Gladys Rigon, ambos eram de Passo Fundo. Gladys conta que mora há 60 anos aqui e por isso se considera uma concordiense, catarinense. Quando o casal Rigon veio para Concórdia inicialmente moraram em um hotel antes de comprar a casa própria. Segundo Gladys, Olavo Rigon, que também já foi patrão do CTG, era muito dedicado a cultura gaúcha. Era ele que fazia o intercâmbio de artistas entre os CTGs da época. Hoje, Gladys Rigon administra a GEMELI Livraria e Papelaria na rua do Comércio.

O primeiro reduto dos encontros dos gaúchos em Concórdia era a casa de Domingos Secco, onde hoje está instalada a Agência do BESC. Naquela casa eram organizados os encontros entre as pessoas que, mais tarde fundariam o CTG Fronteira da Querência. Os encontros eram regados à base de muita conversa, cantorias e “causos de galpão”. Tudo era reprisado pelo rádio, motivos de orgulho para os tradicionalistas.

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